Amig@s!
Divulgando mais um evento, este na capital (SP) na Faculdade de Saúde Pública/USP
Acompanhem a programação:
Evento na FSP: "Parto e Nascimento Respeitoso - Do trauma ao prazer"
Neste mês de maio, o Departamento de Saúde Materno-infantil da FSP promoverá um ciclo de seminários intitulado Direitos e Saúde Materna. No dia 19/05 será realizado o evento “Parto e Nascimento Respeitoso: do Trauma ao Prazer”.
Na ocasião, será inaugurada a exposição de fotografias em comemoração à Semana Mundial de Respeito ao Nascimento (SMNR) 2010 - "Parir e Nascer, do trauma ao prazer".
Os eventos são co-organizados pelo Departamento de Saúde Materno-Infantil da FSP; GEMAS – Gênero e Evidência, Maternidade e Saúde; e Parto do Princípio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa.
As inscrições para o evento “Parto e Nascimento Respeitoso: do Trauma ao Prazer serão isentas de taxa, e poderão ser feitas somente através deste site, até o dia 18/05.
Programação:
PARTO E NASCIMENTO RESPEITOSO: DO TRAUMA AO PRAZER
Data: 19/05
Horário: 14 às 17h
Faculdade de Saúde Pública – Auditório João Yunes
• 14:00 – Abertura: Gênero e Direitos Humanos no Parto Prof.ª Simone G Diniz
• 14:15 – Apresentação de vídeo com depoimentos de mulheres sobre suas experiências exitosas de parto e nascimento
• 14:30 – Apresentação da Rede Parto do Princípio: Mulheres e protagonismo no parto, do trauma ao prazer – Roberta Marcinkowski
• 15:00 – Transtorno de estresse pós-traumático pós-parto – Daniela de Ameida Andretto (Mestranda do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP)
• 15:30 – Satisfação no parto sob o ponto de vista das mulheres e dos profissionais de saúde – Helena Costa Lino (Mestranda do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP)
• 16:00 – Debate e relatos de experiências
• 17:30 – Encerramento
Serão fornecidos certificados de participação.
Mais informações com Simone G. Diniz - Tel 0 xx 11 3061 7124 - e-mail: sidiniz@usp.br
http://www.fsp.usp.br/boletim.php?&lang=pt&style=homepage&articleId=05151437201034&visionId=04110805200417&unitId=09111928200359&homepage=on
Com Carinho: Rê
Esclarecimentos e Curiosidades sobre a Arte de ser Doula e os benefícios de escolher o Parto Natural!
domingo, 16 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Parto na Água por Dra. Melania Amorim
Texto da Dra. Melania, grande referência em Ginecologia e Obstetrícia Humanizada no Brasil e no mundo.
PARTO NA ÁGUA
Muito tem se debatido sobre o parto na água: é seguro? Quais as vantagens? Há maior risco de infecção? Quais os riscos para o bebê? Existem contra-indicações? O fato é que cada vez essa modalidade de parto tem se tornado disponível em diversas maternidades e pode representar também uma opção
para os partos domiciliares (1).
A imersão em água durante o trabalho de parto tem sido referendada como um método útil para o alívio da dor do parto. Uma revisão sistemática disponível na Biblioteca Cochrane avalia a imersão em água durante o primeiro e o segundo estágios do parto (dilatação e expulsão, respectivamente) (2). Foram incluídos 11 ensaios clínicos randomizados (ECR) , dois dos quais avaliaram a imersão em água durante o período expulsivo. Nos ECR avaliando a imersão em água durante a fase de dilatação, observou-se significativa redução da dor e decréscimo da necessidade de analgesia farmacológica (peridural ou combinada). Os autores sugerem que a imersão em água durante o primeiro estágio do parto pode ser recomendada para parturientes de baixo-risco (2).
Nos dois ensaios clínicos avaliando o segundo estágio, ou seja, o parto assistido na água, não houve aumento do risco de desfechos maternos e neonatais adversos e verificou-se aumento da satisfação materna (3,4). No entanto, devido ao pequeno número de casos (240) e ao fato de várias mulheres randomizadas para ter parto na água na verdade pariram fora da água, não foi possível, as informações foram limitadas e os autores da revisão sistemática comentam que as evidências são insuficientes para recomendar ou contra-indicar o parto na água. Um outro ensaio clínico randomizado foi publicado depois desta revisão sistemática (5) e os seus resultados devem em breve ser incorporados, podendo gerar novas conclusões: neste estudo, verificou-se, além da redução da necessidade de analgésicos, menor duração do parto e redução do risco de cesárea no grupo que teve o parto na água.
Tendo em vista a escassez de ensaios clínicos randomizados (evidência nível I), e considerando que pode ser de fato difícil randomizar as mulheres para essa modalidade de parto, uma revisão sobre vantagens e desvantagens do parto na água deve se estender aos estudos observacionais, embora esses representem uma evidência de qualidade mais baixa (nível II) (6).
Alguns relatos de caso (7,8) sugerem efeitos prejudiciais para o recém-nascido, relacionando maior risco de desconforto respiratório no período neonatal. Entretanto, relatos de caso constituem um nível de evidência muito pobre (nível III ou IV), porquanto uma relação causal não pode ser estabelecida. Assim, estudos observacionais incluindo grande número de casos e comparando partos na água e fora da água devem ser privilegiados.
Um grande estudo publicado em 2004 comparou 3.617 partos na água e 5.901 controles (9). O parto na água se associou a redução das lacerações perineais, menor perda sanguínea e menor necessidade de analgesia de parto. Não houve diferença na taxa de infecção materna e neonatal. Outros estudos publicados nos anos subsequentes confirmaram esses achados, sugerindo que o parto na água representa uma alternativa valiosa e promissora ao parto fora da água (10, 11, 12, 13). O estudo mais recente foi publicado em 2007 e demonstrou ainda que a imersão em água se associou com menor duração tanto da fase de dilatação como da fase de expulsão do parto, sem aumento do risco de infecção materna e neonatal (14). Todos esses estudos destacam que critérios rigorosos de seleção foram observados e que essas conclusões só podem ser extrapoladas para parturientes de baixo-risco.
Uma preocupação constante de vários leigos e mesmo de alguns profissionais é o risco de aspiração de água, traduzido pelo receio de que “o bebê se afogue”. Devemos, porém, lembrar, que o bebê saudável só “respira” efetivamente quando sai da água. Imediatamente depois do nascimento em água morna (que inibe a respiração), o bebê se mantém como dentro do útero, quando estava imerso em líquido amniótico: a “respiração” não está estabelecida e as trocas gasosas seguem se efetuando através do cordão umbilical. Mantém-se intacto o reflexo de mergulho, de forma que mesmo uma ou duas gotas de água na laringe são suficientes para desencadear esta resposta, inibindo a inalação de líquido (15).
O risco de aspiração ocorre para os bebês deprimidos (com hipoxia grave), que podem até aspirar o próprio líquido amniótico e, por não terem um bom clearance pulmonar, não expelem o líquido aspirado (16). Deve-se concluir, portanto, que o parto na água não é uma boa opção quando existe o risco de sofrimento fetal e deve ser contra-indicado na presença de padrões anômalos de frequência cardíaca fetal (10-14, 17). Salienta-se que a monitorização da frequência cardíaca fetal é importante tanto para partos na água como fora da água, e seu rigor durante o trabalho de parto deve ser observado (17), de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) (18).
O American College of Obstetricians and Gynecology (ACOG) não tem posição oficial sobre o parto na água, e no Brasil a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) também não se manifestou sobre o tema. Entretanto, na Inglaterra, tanto o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists como o Royal College of Midwives explicitamente apóiam a imersão de água durante o trabalho de parto e o nascimento, tendo publicado uma diretriz específica sobre o assunto (17).
Em suma, respondendo aos questionamentos no início deste artigo, podemos concluir que o parto na água representa uma opção segura para parturientes de baixo-risco que assim o desejem, devendo-se respeitar a autonomia feminina com respeito à decisão do local de parto. Existem algumas vantagens, como redução da necessidade de analgesia, redução de episiotomia e lacerações espontâneas, menor duração do primeiro e do segundo estágio do parto e maior satisfação materna. Não foi documentado maior risco de infecção materna ou neonatal. O risco de aspiração só existe para bebês deprimidos ou acidóticos, de forma que a ausculta fetal é essencial para monitorização do trabalho de parto. Gestações de alto-risco e presença de padrões anômalos de frequência cardíaca fetal representam contra-indicações para o parto na água.
Dentro de uma filosofia de respeito à autonomia materna, as mulheres devem ser informadas sobre as evidências disponíveis acerca do parto na água, devendo fazer uma escolha livre e esclarecida. Possíveis riscos e contra-indicações devem ser discutidos e, como em qualquer procedimento durante a assistência ao parto, deve-se obter a assinatura do termo de consentimento. Fundamental ainda é que o parto na água deve ser assistido por profissionais habilitados com experiência nessa modalidade (17).
Vídeo de parto na água assistido por nossa equipe e disponível no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=3YBHDbx5kEM
Melania Amorim, MD, PhD
http://guiadobebe.uol.com.br/parto/parto_na_agua1.htm
Publicação 06/05/2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Seminário de Humanização do Parto em Bauru
Divulgação do Seminário aos amigos da região e aqueles que tiverem a disponibilidade de se deslocar até Bauru. Será uma ótima oportunidade de aprimorar os estudos nessa linha de humanização e parto com profissionais muito bem conceituados. Aproveitem!
Com Carinho: Rê
Com Carinho: Rê
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Nasceu Malik!
Acompanhei o parto de Pamela Belliato junto com seu marido Robson.
Quero parabenizar toda a família pelo mais novo membro e principalmente Pamela, grande guerreira que superou muitos desafios para ter seu parto normal!!!
O parto aconteceu do Hospital São Francisco em Jacareí, no amanhecer do dia 30 de abril. O "Rei" (significado de seu nome em árabe), Malik nasceu com 3,2kg, Apgar 9 (!!!) e o melhor de tudo: primeira gestação e sem laceração!Relato de Parto e fotos em breve!
VIVA O NASCIMENTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
domingo, 25 de abril de 2010
''Epidemia de cesáreas'' contamina índias
Índice desse tipo de parto em hospitais de duas regiões do País está acima da média recomendada pela OMS
23 de abril de 2010
Domingos, ENVIADO ESPECIAL / ALTAMIRA - O Estado de S.Paulo
Epidemia entre as mulheres brancas, a cesárea alcançou as índias. Embora o parto normal ainda seja predominante (87%) entre as índias, as cesarianas são cada vez mais frequentes, principalmente quando o nascimento ocorre num hospital. Nessa situação, corresponde a 22,1% dos nascimentos de índios nas Regiões Sul/Sudeste e 23,2% no Nordeste. O índice máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 15%. No ano passado, de todos os partos realizados na rede pública, 34% foram por cesariana.
Embora tenham rejeição cultural à cesárea, índias da região do Xingu, no sudoeste do Pará, têm se submetido muito a essa intervenção. A explicação de médicos e enfermeiras se baseia em dois fatores: o corpo quase infantil das mães, que engravidam a partir dos 11 anos, e o grau de parentesco com os pais.
Das 18 aldeias atendidas pelo sistema de saúde de Altamira, com uma população em torno de 2,5 mil indivíduos, a maior ocorrência de cesáreas está entre os Araras, que vivem nas margens do Rio Xingu, a cerca de 50 quilômetros. Como a população da aldeia é pequena, o casamento consanguíneo é comum entre eles, assim como a gravidez em idade infantil.
Winik Arara, de 19 anos, está grávida do terceiro filho. Este nascerá por intermédio de uma cesárea, assim como ocorreu com os dois anteriores. O primeiro, hoje com 6 anos, nasceu quando ela tinha 13. O segundo já está com 3 anos. Embora com três filhos, Winik tem corpo e rosto de criança.
Também da mesma aldeia, Tagati, com 16 anos, ainda convalesce da cesárea a que se submeteu para dar à luz o primeiro filho. Ela tem o rosto um pouco mais adulto do que o da colega. Sua saúde, porém, não está boa. Encontra-se muito pálida. Já um pouco mais velha - 35 anos -, Kokemã, também arara, está no quinto filho, que nasceu por intermédio de uma cesárea.
Todas elas estão sendo atendidas na Casa de Assistência ao Índio (Casai), em Altamira, mantida pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Enfermeiras cuidam dos doentes quando a situação não é grave. Em caso de emergência, eles são encaminhados para o Hospital Municipal.
Duas das enfermarias desse hospital atendem somente a população de origem indígena. As camas foram retiradas para que eles ponham lá suas redes. Assim que os partos por cesárea são feitos, as mães e os bebês são levados às redes, onde ficam até receber alta. Aí, são encaminhados à Casai. No mesmo hospital há um cartório, onde as mães podem tirar gratuitamente a Certidão de Nascimento dos filhos.
Arlinda de Souza, diretora do Hospital Municipal, disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) repassa R$ 4,8 mil por mês para a instituição cuidar dos índios nas horas de emergência. Para ela, a verba é pequena, porque o hospital não cuida só dos partos, mas de todo tipo de atendimento. E às vezes há surtos de doença numa aldeia, como dengue.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100423/not_imp541945,0.php
Episio e Massagem de Períneo
O Que é Episiotomia?
A episiotomia é um procedimento cirúrgico feito no períneo: região muscular que fica entre a vagina e o ânus. O corte é feito durante o parto normal para aumentar o espaço de passagem do bebê e assim facilitar sua saída. É realizado utilizando-se de anestesia local caso a mulher ainda não estiver anestesiada.
Esse procedimento sempre foi realizado de forma rotineira mas os estudos apontam que é preferível ter uma laceração espontânea do que realizar uma episio, esta que pode trazer o risco de trauma, infecções, hematomas e dor.
"A laceração é um rompimento orgânico dos músculos perineais para permitir a passagem do bebê. Por respeitar o desenho natural do tecido a recuperação do mesmo é muito mais rápida e os traumas infinitamente menores se comparados com uma episiotomia." (Blog Mamíferas)
O que pode ser feito?
A massagem perineal tem sido muito eficaz na diminuição de lacerações durante o parto.
Essa massagem proporciona, além de uma preparação fisiológica do tecido um contato maior com o próprio corpo, um reconhecimento das sensações e movimentos dos músculos dessa região.
Ter a percepção das áreas do corpo que vem sendo transformadas durante a gravidez ajudarão como um todo no momento do parto, a consciência corporal traz a auto-confiança. Estar confortável com o próprio corpo é um ponto positivo para manter a tranquilidade em todas as fases do trabalho de parto e parto.
A hora da massagem é muito especial, o companheiro também pode participar, assim o casal pode compartilhar de um momento de muita intimidade e aprendizado! O importante é relaxar, manter a respiração fluída e experimentar!
- MASSAGEM DE PERÍNEO
- Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.
- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!
- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.
- Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.
- Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc.
- Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.
- Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.
- Massage em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.
- Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse fazendo esse movimento na hora do parto.
- Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.
ATENÇÃO:
1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.
2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).
3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.
4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.
Fonte: http://pregnancy.about.com
(Tradução da Bart - adaptação para Portugal: Américo Torres - HumPar)
Para saber mais sobre Episiotomia e derivados acessem o blog http://xoepisio.blogspot.com.
Fontes:
http://aquihabebe.blogspot.com/2008/07/massagem-do-perneo.html
http://mamiferas.blogspot.com/2009/09/episiotomia-x-laceracao-ou-normal-x.html
http://www.amigasdoparto.com.br/episiotomia1.html
http:// www.net-bebes.com (imagem de episio)
Com Carinho: Renata Costa
A episiotomia é um procedimento cirúrgico feito no períneo: região muscular que fica entre a vagina e o ânus. O corte é feito durante o parto normal para aumentar o espaço de passagem do bebê e assim facilitar sua saída. É realizado utilizando-se de anestesia local caso a mulher ainda não estiver anestesiada.
Esse procedimento sempre foi realizado de forma rotineira mas os estudos apontam que é preferível ter uma laceração espontânea do que realizar uma episio, esta que pode trazer o risco de trauma, infecções, hematomas e dor.
"A laceração é um rompimento orgânico dos músculos perineais para permitir a passagem do bebê. Por respeitar o desenho natural do tecido a recuperação do mesmo é muito mais rápida e os traumas infinitamente menores se comparados com uma episiotomia." (Blog Mamíferas)
O que pode ser feito?
A massagem perineal tem sido muito eficaz na diminuição de lacerações durante o parto.
Essa massagem proporciona, além de uma preparação fisiológica do tecido um contato maior com o próprio corpo, um reconhecimento das sensações e movimentos dos músculos dessa região.
Ter a percepção das áreas do corpo que vem sendo transformadas durante a gravidez ajudarão como um todo no momento do parto, a consciência corporal traz a auto-confiança. Estar confortável com o próprio corpo é um ponto positivo para manter a tranquilidade em todas as fases do trabalho de parto e parto.
A hora da massagem é muito especial, o companheiro também pode participar, assim o casal pode compartilhar de um momento de muita intimidade e aprendizado! O importante é relaxar, manter a respiração fluída e experimentar!
- MASSAGEM DE PERÍNEO
- Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.
- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!
- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.
- Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.
- Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc.
- Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.
- Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.
- Massage em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.
- Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse fazendo esse movimento na hora do parto.
- Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.
ATENÇÃO:
1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.
2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).
3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.
4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.
Fonte: http://pregnancy.about.com
(Tradução da Bart - adaptação para Portugal: Américo Torres - HumPar)
Para saber mais sobre Episiotomia e derivados acessem o blog http://xoepisio.blogspot.com.
Fontes:
http://aquihabebe.blogspot.com/2008/07/massagem-do-perneo.html
http://mamiferas.blogspot.com/2009/09/episiotomia-x-laceracao-ou-normal-x.html
http://www.amigasdoparto.com.br/episiotomia1.html
http:// www.net-bebes.com (imagem de episio)
Com Carinho: Renata Costa
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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